sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Paixões & Intrigas, parte II.
Nesse momento, temeu que o descobrissem e saiu, às pressas, pela varanda. Respirava o ar fresco do começo da noite e observava os cocheiros com suas carroças atravessando as ruelas e avenidas. Tentava distrair-se enquanto ela ainda estava em seu quarto. Servia-se, agora, de vinho do porto, enquanto apreciava o movimento. Henrique acabara de voltar da França, onde estudara direito, ainda estava se reacostumando com a cidade natal. Atualmente, morava com o irmão, Carlos, um banqueiro bem sucedido, pouco mais velho que Henrique, mas se casara cedo com a bela Teresa. Carlos era um homem bonito, de porte, moreno, tez branca, barba sempre bem aparada, gostava de vestir-se bem, com os melhores ternos dos mais brilhantes alfaiates. Gostava de ostentar o que possuía, dinheiro, status, poder e uma exuberante esposa. Ele nunca teve motivos para desconfiar de qualquer atitude dela, afinal, era a moça mais santa e tímida de toda a cidade. Gostava disso na mulher, sentia até um certo prazer em possuir aquela figura tão casta. Para ele, ela parecia uma boneca chinesa de porcelana, parecia tão frágil...e pertencia somente a ele.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Paixões & Intrigas, parte I
Observava Teresa, sua cunhada, por uma fresta da porta entreaberta, enquanto ela penteava seus cabelos. Teresa tinha esse nome porque a mãe não conseguia engravidar e já estava ficando velha demais para isso e prometeu à santa, caso nascesse uma menina, dar-lhe este nome em homenagem. Então, nasceu Teresa, a morena dos olhos verdes, cabelos negros cacheados que lhe caíam no colo sobre a pele branca que saltava do decote e estava a enlouquecer Henrique. Não podia mais olhar para a cunhada que logo lhe vinham pensamentos eróticos envolvendo Teresa, que de santa parecia possuir apenas o nome. O corpo, os olhos, a voz e tudo que a envolvia parecia ter vindo direto do inferno. E era para lá que ele imaginava que iria por estar fantasiando com a mulher de seu irmão! Teresa tinha um quê de mistério e pecado que lhe tirava o sono. Precisava possuir aquela mulher. Mas como? Era mulher de seu irmão!
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Sofia.
-Droga!
Olhava parada a tela do computador. Outro bloqueio criativo. Mas, agora, os motivos eram outros. Não conseguia escrever como antes, desde o aparecimento do dito Anônimo e as suas charadas, que não faziam o menor sentido para ela. Sentia um misto de curiosidade e medo, sentia-se como Sofia, em O Mundo de Sofia, mas sem o curso de filosofia. O mais interessante era que parecia que ele, ela, seja lá quem fosse, parecia ler a sua mente e estar sempre um passo à frente. Quem seria? Não conhecia ninguém que se encaixasse na descrição. Começava a temer que cada palavra que escrevesse denunciasse o que estava sentindo...Tentou escrever por diversas vezes, mas não conseguia ultrapassar mais do que duas linhas. Começava a acumular diversos rascunhos para terminar outra hora. Aquela situação já estava lhe angustiando, levantou-se e foi até o banheiro. Nada que uma boa ducha quente não pudesse resolver, abriu a torneira e esperou. Esperou enquanto suas idéias se organizavam, enquanto sua imaginação ia longe, enquanto tentava entender algo...A água quente lhe acalmava e fazia esquecer tudo, seu dia, suas frustrações, suas angústias e concentrava-se somente na música que tocava no rádio. A essa altura os espelhos já estavam totalmente embaçados, enrolou-se na toalha e sentou-se novamente na frente do computador.
Olhava parada a tela do computador. Outro bloqueio criativo. Mas, agora, os motivos eram outros. Não conseguia escrever como antes, desde o aparecimento do dito Anônimo e as suas charadas, que não faziam o menor sentido para ela. Sentia um misto de curiosidade e medo, sentia-se como Sofia, em O Mundo de Sofia, mas sem o curso de filosofia. O mais interessante era que parecia que ele, ela, seja lá quem fosse, parecia ler a sua mente e estar sempre um passo à frente. Quem seria? Não conhecia ninguém que se encaixasse na descrição. Começava a temer que cada palavra que escrevesse denunciasse o que estava sentindo...Tentou escrever por diversas vezes, mas não conseguia ultrapassar mais do que duas linhas. Começava a acumular diversos rascunhos para terminar outra hora. Aquela situação já estava lhe angustiando, levantou-se e foi até o banheiro. Nada que uma boa ducha quente não pudesse resolver, abriu a torneira e esperou. Esperou enquanto suas idéias se organizavam, enquanto sua imaginação ia longe, enquanto tentava entender algo...A água quente lhe acalmava e fazia esquecer tudo, seu dia, suas frustrações, suas angústias e concentrava-se somente na música que tocava no rádio. A essa altura os espelhos já estavam totalmente embaçados, enrolou-se na toalha e sentou-se novamente na frente do computador.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Mariana e seus casos, parte 2.
Lembravam-se dos últimos acontecimentos, quando Mariana envolvera-se apenas com homens comprometidos, nem sempre por gosto. Parecia que havia tornado-se uma espécie de karma para ela...Não fazia pouco mais de três ou quatro meses que, aparentemente, "se libertara". Parecia mais tempo, para alívio dela...A verdade é que, na época, aquilo não lhe afetava muito. Nunca fora de se deixar convencer por uma boa conversa, sorrisos bonitos, olhos e olhares encantadores... Mariana era contra qualquer tipo de relacionamento, boa parte desse posicionamento devido ao seu ex-namorado, a outra metade seria uma espécie de "instinto natural" que emanava dela, claro, tudo isso corroborado com o reiterado -e famigerado- comportamento masculino. Um instinto de quase auto-preservação - que, convenhamos, a havia abandonado há cerca de um mês, deixando-a totalmente desnorteada e fora de controle. Lembrava-se de quando desistira de perguntar se havia alguma namorada e passara a quase afirmar, tendo, em quase unanimidade, respostas positivas.
- Só podia ser Karma!! - riram.
Um, em especial, comentaram. Pelo fato de ser um tanto quanto exóticas as "aparições" do rapaz. Claro, que haviam outros casos mais sérios, cujas namoradas, ou esposas, haviam entrado em contato com ela. Mas esse beirou à comédia. Marcelo. Haviam se conhecido em uma festa, atração à primeira vista. Cláudia, como sempre, estava junto nessa empreitada da amiga...Mariana havia se empolgado com o rapaz, quando, após uns dias, descobriu a existência de uma namorada. Decepcionou-se um pouco, mas nada que a impedisse de o encontrar novamente. Por diversas vezes viram-se, ainda que ele morasse em outra cidade, sempre que passava por ali, saíam. Uma das últimas vezes que encontraram-se foi na praia. Mariana estava em uma festa, com vários ambientes, extremamente chateada por ter perdido uma quantia significativa de dinheiro e mais uma lente. Ou seja, estava enchergando bem somente com um dos olhos...Tratando-se dela, era um tanto quanto perigoso, pois ela era conhecida por ser desatenta e fácil de perder-se. Mas, ainda assim, Mariana encontrara "o amor de sua vida". Não era Marcelo, certamente. Sua amiga, Cláudia, conversava com um rapaz, enquanto Mariana ficava ao seu lado, com um misto de chateação e animação, por mais antagônico que possa parecer. Já estava amanhecendo e elas não tinham carona para voltarem, quando o rapaz que Cláudia conversava ofereceu carona para elas. Fazia frio e Mariana estava ficando impaciente, aproveitou que uns amigos estavam indo para casa e pegou carona logo com eles. Ao chegar na casa, Mariana tratou logo de se arrumar para dormir, quando, minutos depois, Cláudia entrava casa adentro com o rapaz e...Marcelo? Pois era verdade...Marcelo era amigo do rapaz que conversava com Cláudia, seria apenas acaso? Claro que era, mas agora, quase sete horas da manhã, de baby doll, descalça, Mariana estava na frente da casa de praia se despedindo de Marcelo.
- Tu não presta, Mari!
- Só podia ser Karma!! - riram.
Um, em especial, comentaram. Pelo fato de ser um tanto quanto exóticas as "aparições" do rapaz. Claro, que haviam outros casos mais sérios, cujas namoradas, ou esposas, haviam entrado em contato com ela. Mas esse beirou à comédia. Marcelo. Haviam se conhecido em uma festa, atração à primeira vista. Cláudia, como sempre, estava junto nessa empreitada da amiga...Mariana havia se empolgado com o rapaz, quando, após uns dias, descobriu a existência de uma namorada. Decepcionou-se um pouco, mas nada que a impedisse de o encontrar novamente. Por diversas vezes viram-se, ainda que ele morasse em outra cidade, sempre que passava por ali, saíam. Uma das últimas vezes que encontraram-se foi na praia. Mariana estava em uma festa, com vários ambientes, extremamente chateada por ter perdido uma quantia significativa de dinheiro e mais uma lente. Ou seja, estava enchergando bem somente com um dos olhos...Tratando-se dela, era um tanto quanto perigoso, pois ela era conhecida por ser desatenta e fácil de perder-se. Mas, ainda assim, Mariana encontrara "o amor de sua vida". Não era Marcelo, certamente. Sua amiga, Cláudia, conversava com um rapaz, enquanto Mariana ficava ao seu lado, com um misto de chateação e animação, por mais antagônico que possa parecer. Já estava amanhecendo e elas não tinham carona para voltarem, quando o rapaz que Cláudia conversava ofereceu carona para elas. Fazia frio e Mariana estava ficando impaciente, aproveitou que uns amigos estavam indo para casa e pegou carona logo com eles. Ao chegar na casa, Mariana tratou logo de se arrumar para dormir, quando, minutos depois, Cláudia entrava casa adentro com o rapaz e...Marcelo? Pois era verdade...Marcelo era amigo do rapaz que conversava com Cláudia, seria apenas acaso? Claro que era, mas agora, quase sete horas da manhã, de baby doll, descalça, Mariana estava na frente da casa de praia se despedindo de Marcelo.
- Tu não presta, Mari!
domingo, 9 de agosto de 2009
Construção.
Eram três homens comuns, sentados na mureta com seus uniformes, após o almoço, esperando a hora de retornar para o trabalho. O sol do meio-dia queimava no alto do céu e formava uma leve ilusão de ótica junto à calçada. Estava realmente quente, os corpos jogados em um canto da construção, quase amontoados embaixo de um pedaço de sombra que o andaime fazia demostravam tal situação. Seus semblantes refletiam a parca sabedoria, o trabalho árduo e o cansaço. As mãos calejadas mostravam que aqueles homens necessitavam daquele serviço, deveriam ser a única fonte de sustento da família. Quantos filhos será que teriam que sustentar? Desde que horas estariam acordados? Eram três homens anônimos, em meio a quase uma centena de operários. Eram tão importantes, mas ao mesmo tempo tão insignificantes... Talvez não possuíssem nem o discernimento suficiente para poderem entender tal situação... Eram invisíveis aos olhos dos que passavam na rua, trabalhavam no silêncio de suas mentes e almas e junto ao barulho das máquinas e ferramentas. Uma dicotomia quase filosófica.
Uma moeda de ouro.
Em uma manhã de quarta-feira, o que não lhes fazia muita diferença, pois o único dia em que a rotina era quebrada eram aos domingos, quando havia a missa. Logo, seguiam os dois meninos em direção ao mercado, eram dois meninos simples, de famílias humildes, que desviavam, no momento, de apressadas carruagens, vestidos, mucamas, senhores e escravos. Não chegavam a serem escravos, eram os ditos "ventres-livres", embora não fizesse muita diferença, mal conheciam o significado do que aquilo queria dizer, embora se enchessem de orgulho toda vez que iriam referir-se a isto. Caminhavam com passos curtos e apressados, o sol começava a nascer no horizonte e o dia seria longo. O mais novo, de aproximadamento uns oito anos, caminhava com uma vareta enfiada no chão, fazendo desenhos na areia que logo eram apagados com os passos dos viajantes e transeuntes. Iriam ao mercado da cidade, com seus poucos níqueis, comprariam o necessário e voltariam para a fazenda. Uma surpesa, no entanto, transformou o dia daqueles dois meninos. Um pedacinho de metal reluzia tanto como os raios solares. Eles já haviam visto, na mão dos senhores e de todo o tipo de gente que passava por ali, mas seria verdade? Teriam eles encontrado uma moeda de ouro, de verdade? Poderia ser o famoso ouro de tolo, aquele pelo qual já ouviram diversas histórias e estórias...Mas haveria de existir algum Deus que os ajudasse...Juntaram a moeda e colocaram junto à algibeira com seus níqueis.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
As mulheres de Fernando, parte 9 - A ruiva V, Ana.
No apartamento, havia uma decoração de várias partes do mundo, demonstrando o tipo de pessoa que ela era. Não era dada à família, mas ao mundo. Fotografias em preto-e-branco estampavam uma das paredes da sala de estar, contrastando com as almofadas no outro canto, próximo a um narguile. O carpete no chão, juntamente com as paredes em laranja, davam um ar aconchegante ao lugar. Ambos já estavam levemente embriagados, mas ainda assim, ele não conseguiu resistir quando ela lhe ofereceu uma dose de tequila. A conversa já não lhe interessava mais, quando Ana foi buscar os copos e a garrafa, Fernando a seguiu. Aproveitou a primeira oportunidade que teve e enlaçou sua cintura, aproximando-a de seu corpo e a beijou voluptuosamente. Um antigo lustre fazia uma iluminação suave, fornecendo o cenário ideal para as cenas que se seguiriam.
Ilusão.
Chovia, no aeroporto deserto, seu vestido de bolinhas se perdia em meio a mãos, braços e desejo...Tentava disfarçar com seu lenço vermelho, mas não conseguia conter-se. Traía a si mesma a cada beijo dado, prometera-se nunca mais o encontrar. Ela sabia que não conseguiria cumprir o prometido, trair-se era apenas completar o planejado, apenas havia dito aquilo para que a separação pudesse ser mais amena quando ele sumisse. Poderia até parecer falta de amor-próprio o fato de estar ali, com ele...e era. Saíra correndo da festa para encontrá-lo. Estava determinada a apenas conversar, mas não conseguiu resistir. Ela sabia que não resistiria, mas foi. Perqueria-se se valera o esforço, mas para essa pergunta a resposta parecia unânime: não. Não era mais tão ingênua como antes, sabia que havia se apaixonado por uma ilusão. A imagem que tinha daquele homem era algo idealizado, algo presumido em apenas um encontro, agora, estava ele ali, na sua frente, e não era nada parecido com o que se lembrava. Era apenas uma ilusão, mas...como era doce aquela ilusão... Não queria aceitar a verdade. Ele seria apenas mais um. E era. Tudo traduzia-se em uma mera relação de pele, desejo, atração e carne. Era sempre assim.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Mariana e seus casos, parte 1.
Entre um sushi e outro, Mariana conversava com Cláudia, sua melhor amiga. Conheciam-se de anos, sabiam aspectos da vida uma da outra e, embora tivessem personalidades completamente opostas, consideravam-se praticamente irmãs. Mariana seria, certamente, a irmã mais nova, a mais inconsequente e impulsiva. O assunto da conversa que as entretia tanto eram os antigos - e os atuais - casos de Mariana. Mariana sempre foi uma mulher de fases, nunca se prendendo a um estereótipo apenas. Suas mudanças refletiam-se não somente em suas atitudes, mas também na escolha da sua companhia. Já saíra com vários tipos estranhos, já frequentara vários estilos de festas, lugares e métodos de encontros. Para a sua pouca idade, vinte e poucos anos, ela tinha um belo currículo e uma ótima experiência com homens. Não que os compreendesse em uma totalidade, nunca se empenhara em tentar entendê-los, mas já possuía alguma noção de como a mente masculina trabalhava. Mariana sempre foi uma feminista e achava que as mulheres possuíam as mesmas prerrogativas que os homens, talvez fosse por isso que havia uma certa rotatividade nos homens de sua vida. Nunca se apaixonara perdidamente por um só, sempre haviam várias probabilidades - o que Cláudia sabia bem- embora nos últimos tempos Mariana não fosse mais a mesma, nem ela própria se reconhecia. Estava ficando uma mulher séria, o mesmo tipo das que ela zombava outrora. Talvez fosse por este motivo que estivesse jantando com Cláudia.
domingo, 2 de agosto de 2009
As mulheres de Fernando, parte 8 - A ruiva IV, Ana.
- Vamos? Perguntou a moça - Já são quase três! Nem vi o tempo passar!
- Veio com as amigas?
Amigas que aquela altura da manhã já estavam conversando com dois rapazes, um loiro, que parecia ter saído de algum seriado americano e um moreno, baixinho, que aparentava ser mais tímido que o loiro.
- Sim...
- Quer uma carona? Eu te levo e já aproveito para ver as fotos!
- Claro! - falou abrindo um sorriso.
Que dentes! Dentes que lhe tiravam um pedaço do juízo nesse instante. Um soriso quase tímido, quase. Era um sorriso beirando a malícia. O que será que aquela ruiva que havia passado tempos na Ásia, não somente em Cingapura, havia planejado para o fim daquela noite? Seja lá o que fosse, ele estava ansioso para saber o que era.
- Então vamos! - Falou já se levantando.
No caminho, Ana lhe dava as coordenadas enquanto comentava, ainda empolgada, com a Ásia, as cores, os costumes, a culinária...
- É aqui! - Apontou para um portão creme, de um enorme prédio com um jardim florido.
- Veio com as amigas?
Amigas que aquela altura da manhã já estavam conversando com dois rapazes, um loiro, que parecia ter saído de algum seriado americano e um moreno, baixinho, que aparentava ser mais tímido que o loiro.
- Sim...
- Quer uma carona? Eu te levo e já aproveito para ver as fotos!
- Claro! - falou abrindo um sorriso.
Que dentes! Dentes que lhe tiravam um pedaço do juízo nesse instante. Um soriso quase tímido, quase. Era um sorriso beirando a malícia. O que será que aquela ruiva que havia passado tempos na Ásia, não somente em Cingapura, havia planejado para o fim daquela noite? Seja lá o que fosse, ele estava ansioso para saber o que era.
- Então vamos! - Falou já se levantando.
No caminho, Ana lhe dava as coordenadas enquanto comentava, ainda empolgada, com a Ásia, as cores, os costumes, a culinária...
- É aqui! - Apontou para um portão creme, de um enorme prédio com um jardim florido.
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