segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Mariana e seus casos, parte 2.

Lembravam-se dos últimos acontecimentos, quando Mariana envolvera-se apenas com homens comprometidos, nem sempre por gosto. Parecia que havia tornado-se uma espécie de karma para ela...Não fazia pouco mais de três ou quatro meses que, aparentemente, "se libertara". Parecia mais tempo, para alívio dela...A verdade é que, na época, aquilo não lhe afetava muito. Nunca fora de se deixar convencer por uma boa conversa, sorrisos bonitos, olhos e olhares encantadores... Mariana era contra qualquer tipo de relacionamento, boa parte desse posicionamento devido ao seu ex-namorado, a outra metade seria uma espécie de "instinto natural" que emanava dela, claro, tudo isso corroborado com o reiterado -e famigerado- comportamento masculino. Um instinto de quase auto-preservação - que, convenhamos, a havia abandonado há cerca de um mês, deixando-a totalmente desnorteada e fora de controle. Lembrava-se de quando desistira de perguntar se havia alguma namorada e passara a quase afirmar, tendo, em quase unanimidade, respostas positivas.
- Só podia ser Karma!! - riram.
Um, em especial, comentaram. Pelo fato de ser um tanto quanto exóticas as "aparições" do rapaz. Claro, que haviam outros casos mais sérios, cujas namoradas, ou esposas, haviam entrado em contato com ela. Mas esse beirou à comédia. Marcelo. Haviam se conhecido em uma festa, atração à primeira vista. Cláudia, como sempre, estava junto nessa empreitada da amiga...Mariana havia se empolgado com o rapaz, quando, após uns dias, descobriu a existência de uma namorada. Decepcionou-se um pouco, mas nada que a impedisse de o encontrar novamente. Por diversas vezes viram-se, ainda que ele morasse em outra cidade, sempre que passava por ali, saíam. Uma das últimas vezes que encontraram-se foi na praia. Mariana estava em uma festa, com vários ambientes, extremamente chateada por ter perdido uma quantia significativa de dinheiro e mais uma lente. Ou seja, estava enchergando bem somente com um dos olhos...Tratando-se dela, era um tanto quanto perigoso, pois ela era conhecida por ser desatenta e fácil de perder-se. Mas, ainda assim, Mariana encontrara "o amor de sua vida". Não era Marcelo, certamente. Sua amiga, Cláudia, conversava com um rapaz, enquanto Mariana ficava ao seu lado, com um misto de chateação e animação, por mais antagônico que possa parecer. Já estava amanhecendo e elas não tinham carona para voltarem, quando o rapaz que Cláudia conversava ofereceu carona para elas. Fazia frio e Mariana estava ficando impaciente, aproveitou que uns amigos estavam indo para casa e pegou carona logo com eles. Ao chegar na casa, Mariana tratou logo de se arrumar para dormir, quando, minutos depois, Cláudia entrava casa adentro com o rapaz e...Marcelo? Pois era verdade...Marcelo era amigo do rapaz que conversava com Cláudia, seria apenas acaso? Claro que era, mas agora, quase sete horas da manhã, de baby doll, descalça, Mariana estava na frente da casa de praia se despedindo de Marcelo.
- Tu não presta, Mari!

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