-Droga!
Olhava parada a tela do computador. Outro bloqueio criativo. Mas, agora, os motivos eram outros. Não conseguia escrever como antes, desde o aparecimento do dito Anônimo e as suas charadas, que não faziam o menor sentido para ela. Sentia um misto de curiosidade e medo, sentia-se como Sofia, em O Mundo de Sofia, mas sem o curso de filosofia. O mais interessante era que parecia que ele, ela, seja lá quem fosse, parecia ler a sua mente e estar sempre um passo à frente. Quem seria? Não conhecia ninguém que se encaixasse na descrição. Começava a temer que cada palavra que escrevesse denunciasse o que estava sentindo...Tentou escrever por diversas vezes, mas não conseguia ultrapassar mais do que duas linhas. Começava a acumular diversos rascunhos para terminar outra hora. Aquela situação já estava lhe angustiando, levantou-se e foi até o banheiro. Nada que uma boa ducha quente não pudesse resolver, abriu a torneira e esperou. Esperou enquanto suas idéias se organizavam, enquanto sua imaginação ia longe, enquanto tentava entender algo...A água quente lhe acalmava e fazia esquecer tudo, seu dia, suas frustrações, suas angústias e concentrava-se somente na música que tocava no rádio. A essa altura os espelhos já estavam totalmente embaçados, enrolou-se na toalha e sentou-se novamente na frente do computador.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário