domingo, 9 de agosto de 2009
Uma moeda de ouro.
Em uma manhã de quarta-feira, o que não lhes fazia muita diferença, pois o único dia em que a rotina era quebrada eram aos domingos, quando havia a missa. Logo, seguiam os dois meninos em direção ao mercado, eram dois meninos simples, de famílias humildes, que desviavam, no momento, de apressadas carruagens, vestidos, mucamas, senhores e escravos. Não chegavam a serem escravos, eram os ditos "ventres-livres", embora não fizesse muita diferença, mal conheciam o significado do que aquilo queria dizer, embora se enchessem de orgulho toda vez que iriam referir-se a isto. Caminhavam com passos curtos e apressados, o sol começava a nascer no horizonte e o dia seria longo. O mais novo, de aproximadamento uns oito anos, caminhava com uma vareta enfiada no chão, fazendo desenhos na areia que logo eram apagados com os passos dos viajantes e transeuntes. Iriam ao mercado da cidade, com seus poucos níqueis, comprariam o necessário e voltariam para a fazenda. Uma surpesa, no entanto, transformou o dia daqueles dois meninos. Um pedacinho de metal reluzia tanto como os raios solares. Eles já haviam visto, na mão dos senhores e de todo o tipo de gente que passava por ali, mas seria verdade? Teriam eles encontrado uma moeda de ouro, de verdade? Poderia ser o famoso ouro de tolo, aquele pelo qual já ouviram diversas histórias e estórias...Mas haveria de existir algum Deus que os ajudasse...Juntaram a moeda e colocaram junto à algibeira com seus níqueis.
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