terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mariana e seus casos, parte 1.

Entre um sushi e outro, Mariana conversava com Cláudia, sua melhor amiga. Conheciam-se de anos, sabiam aspectos da vida uma da outra e, embora tivessem personalidades completamente opostas, consideravam-se praticamente irmãs. Mariana seria, certamente, a irmã mais nova, a mais inconsequente e impulsiva. O assunto da conversa que as entretia tanto eram os antigos - e os atuais - casos de Mariana. Mariana sempre foi uma mulher de fases, nunca se prendendo a um estereótipo apenas. Suas mudanças refletiam-se não somente em suas atitudes, mas também na escolha da sua companhia. Já saíra com vários tipos estranhos, já frequentara vários estilos de festas, lugares e métodos de encontros. Para a sua pouca idade, vinte e poucos anos, ela tinha um belo currículo e uma ótima experiência com homens. Não que os compreendesse em uma totalidade, nunca se empenhara em tentar entendê-los, mas já possuía alguma noção de como a mente masculina trabalhava. Mariana sempre foi uma feminista e achava que as mulheres possuíam as mesmas prerrogativas que os homens, talvez fosse por isso que havia uma certa rotatividade nos homens de sua vida. Nunca se apaixonara perdidamente por um só, sempre haviam várias probabilidades - o que Cláudia sabia bem- embora nos últimos tempos Mariana não fosse mais a mesma, nem ela própria se reconhecia. Estava ficando uma mulher séria, o mesmo tipo das que ela zombava outrora. Talvez fosse por este motivo que estivesse jantando com Cláudia.

5 comentários:

  1. Quisera eu poder tirar uma gargalhada de cada rosto que encontro, de cada sério morinbundo que me lamenta. Alvejar o coração doutrora, com o mais cálido entrelaçar de corpos, e aquietar a inquieta alma. Com parcas palavras, acender a "luce della vita" em cada olhar. É pedir em demasia.

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  2. Quem é o anônimo? Belas palavras, digo eu!

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  3. Curti o comentário. O empresário acompanhando de perto aqui hehehe

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