sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Paixões & Intrigas, parte II.

Nesse momento, temeu que o descobrissem e saiu, às pressas, pela varanda. Respirava o ar fresco do começo da noite e observava os cocheiros com suas carroças atravessando as ruelas e avenidas. Tentava distrair-se enquanto ela ainda estava em seu quarto. Servia-se, agora, de vinho do porto, enquanto apreciava o movimento. Henrique acabara de voltar da França, onde estudara direito, ainda estava se reacostumando com a cidade natal. Atualmente, morava com o irmão, Carlos, um banqueiro bem sucedido, pouco mais velho que Henrique, mas se casara cedo com a bela Teresa. Carlos era um homem bonito, de porte, moreno, tez branca, barba sempre bem aparada, gostava de vestir-se bem, com os melhores ternos dos mais brilhantes alfaiates. Gostava de ostentar o que possuía, dinheiro, status, poder e uma exuberante esposa. Ele nunca teve motivos para desconfiar de qualquer atitude dela, afinal, era a moça mais santa e tímida de toda a cidade. Gostava disso na mulher, sentia até um certo prazer em possuir aquela figura tão casta. Para ele, ela parecia uma boneca chinesa de porcelana, parecia tão frágil...e pertencia somente a ele.

Um comentário:

  1. A traição minha doce e IsabelA escritora, não tem limites e nem ações que a descrevam. Ela pode vir de um olhar mais afeiçoado para a cunhada, como uma adicionada no msn, no facebook, ou até mesmo uma seguida no Twitter. Ser traído, seja pelo sexo, pelo beijo, pelos olhos, pelas mãos ou pela internet dói a ponto de você não conseguir seguir em frente sem querer vingar-se daquele que te fez sentir-se o ser humano mais desprezível deste planeta. E essa dor, por mais que outros amores venham, estará contigo durante todos os dias que se passarem. Espero, que Teresa seja digna de honrar seu marido e, o irmão seja muito homem para escolher outra mulher. Já que, no andar da carrugem, não se fala nem em respeito da esposa para com o irmão e muito menos de um irmão para com outro, se fala aqui em dignidade, virtude na qual quem trai não a tem.

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