sexta-feira, 10 de julho de 2009

Domingo

Nunca esqueci aquela cena. Luciana. Talvez porque me arrependa até hoje. Ela podia ser a mulher da minha vida. Sentada à beira da cama, me olhava com os olhos injetados de tanto chorar. Eu sabia que ela passara a noite chorando. Ela não tentava mais evitar que eu a olhasse assim. Eu precisava dizer todas aquelas coisas e disse. Disse e não tive coragem de sair dali. Fiquei olhando, talvez, na esperança de ajudá-la. Acabara, mas não a queria mal. Abracei-a. Ela estava ali, lânguida, com esperanças, não sei ao certo. Sei apenas que eu não pensava em mais nada, o mundo se resumia naquela situação. Estava em meus braços, como uma criança perdida. Talvez seja pretensão demais minha em achar isso. Era um domingo. Um domingo pela manhã. Agora a vi do outro lado da rua, em um café. Parece estar feliz com aquele rapaz. Será que é tão apaixonada por ele, como foi por mim? Por Deus! Ciúmes? Pois é...Não é todo o dia que se encontra alguém como Luciana...Não é todo dia que se comete uma estupidez como a daquele domingo...Agora, ela parece feliz, será que devo ir até lá? Não, não, melhor não... A conta, por favor!

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