domingo, 19 de julho de 2009
Xadrez
Caminhava pela rua sentindo o vento fresco no rosto. Não estava frio, mas uma temperatura agradável, parecia mais primavera ou outono, não inveno. Ignorava tudo, ignorava todos. De fato, não havia outras pessoas na rua para que ela pudesse ignorar, ainda que a noite não estivesse tão fria. Gostava de caminhar, parecia que as idéias se organizavam em sua mente. Naquele momento, nenhuma idéia ocupava a sua mente para poder ser organizada, caminhava apenas. Ainda tinha tempo, faltavam quarenta e cinco minutos e sabia que conseguiria chegar em quinze, no máximo, portanto seguiu a direção oposta, daria uma volta maior, aproveitaria a noite. Fez um dia bonito, mas só quando a noite chegou que se animou a sair de casa, era fato que gostasse da noite. Parou em uma sinaleira, poderia ser qualquer outra, mas parou naquela, voltaria e faria o caminho tradicional. Atravessou a rua, olhou a placa e não acreditou. Era a rua. Suas pernas a levaram para um caminho mais curto e não um mais longo. Aquele truque de seu subconsciente lhe assustou um pouco, desceu a lomba e se questionava sobre o que estaria acontecendo, será que destino existe mesmo? Levara aquele fato para um âmbito mais amplo. Será que era para ser? Questionava-se, agora, sobre a sua própria vida e o que havia acontecido nos últimos meses. Será que ela controlaria algo, ou seria apenas mais uma peça no xadrez da vida? Que os jogadores façam seu próximo movimento, pensou.
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