domingo, 26 de julho de 2009
Uma noite, um bar, três amigas - II
Bruna, que era a mais irreverente de todas, pediu uma cerveja, Sofia estava dirigindo e Mariana não bebia. Começaram contando de suas semanas, trivialidades, amores...Cada uma havia uma particularidade, uma história, um caso, mas todas convergiam para um mesmo ponto. Nenhuma estava satisfeita. Cada uma de sua maneira, mas nenhuma estava. Bruna ainda não acreditava que um homem havia terminado algo que sequer havia começado. Ainda que ela não fosse de se apaixonar, estava surpresa. Surpresa consigo mesma por gostar de alguém que ela mal conhecia e com a atitude do estranho. Ele parecia diferente, não tão imaturo quanto os que ela estava acostumada, mas a verdade era que ele era o pior de todos. Mariana estava com seu dilema ainda a respeito de seu namorado. Ela gostava dele, mas achava que não o suficiente para amá-lo. Somado a isso, o grande amor da sua vida estava voltando para o país. Ela sabia que ele não era a mesma pessoa pela qual ela havia se apaixonado, mas não conseguia se libertar daquela imagem do passado. Ele ainda a perturbava. Ela não conseguia se envolver com outros rapazes. Estava namorando por comodismo, mas não estava segura se gostava ou não dele, essa era a pior parte. Ela parecia gostar do seu namorado, mas não gostava. A falsa impressão lhe fez cometer diversos erros. Ela levava aquela situação o quanto ainda podia, mas não sabia até quando. Sofia estava perplexa por ter sido esnobada por aquele rapaz que outrora era apaixonado por ela. Sofia gostava de ser bajulada, como uma boa leonina, e nunca gostava de "perder". Não havia "não" em seu dicionário, era competitiva e sabia o que queria. Queria ele. Talvez, nem ela mesma gostasse tanto do rapaz, mas o gosto de vencer uma possível concorrente já era o suficiente para ela. Mas, ainda, as três estavam experimentando uma sensação de rejeição por quem elas gostavam. Seria justo? Não sabemos se seria justo, mas a verdade era que elas tinham as amigas e que poderiam confiar umas nas outras. Ao menos esperavam que fosse assim.
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