quarta-feira, 8 de julho de 2009

Restaurante Vegetariano

Ela não sabia para onde estava indo, apenas seguia o caminho que suas pernas a levavam. Para onde iria? Não sabia. Foi se aproximando da Osvaldo Aranha até lhe surgir alguma idéia. Pegaria um ônibus. Não, não deveria chegar tão cedo no trabalho. Estava passando do corredor de ônibus, chegava próximo ao parque da redenção. As árvores lhe davam uma sensação boa, fazia sol naquela manhã de inverno. Estava feliz. Não sabia ao certo o motivo de toda felicidade repentina, talvez fosse a sensação de liberdade. Liberdade? Poderia ser. Acabara um relacionamento de quase dois anos e não estava triste ou arrependida. Estaria ela errada? Achava que não. Felicidade talvez fosse antônimo de erro. Procuraria o restaurante vegetariano que lhe indicaram. Almoçaria sozinha. Não estava triste ou chateada por almoçar sozinha. Até gostava da idéia. Teria um tempo para pensar na sua vida, refletir. Não fazia a menor idéia de como era o local e não lembrava o nome, apenas tinha como ponto de referência a igreja. Em que altura da rua seria? Já teria passado? Duvidava. Continuou andando. Era próximo do meio-dia, não estava com fome, mas não queria ir para casa. Não se importava de caminhar pela rua, sem rumou ou paradeiro. Até gostava da idéia, colocaria suas idéias em ordem. Avistou a placa do restaurante. Era ali. Entrou.

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