domingo, 12 de julho de 2009
Chá preto e sentimentos
Olhava pela janela. O sol se punha no horizonte, fazendo um belo jogo de cores com as árvores que estavam lá fora. Tomava seu chá preto inglês. Adorava chá no inverno. Adorava sol no inverno. A paisagem lhe dava a sensação de que havia, realmente, algo maior. Aquele momento contrastava com seu íntimo. Estava enfastiada da vida de solteira. Pensava nisso. Não que procurasse desesperadamente alguém, mas já não se sentia onipotente como outrora. Sentia um misto de carência, e algo que ficava entre esperança e desesperança. Não sabia ao certo o que buscava, ou como buscava. Odiava aquela sensação e sabia que outra pessoa poderia conturbar ainda mais aquele momento. Mas o quê faria? Queria libertar-se daqueles sentimentos e não sentir mais nada. Antes, era tão simples, ela apenas preocupava-se com a sua carreira e deixava o amor, paixão e ilusões para os outros. Aquilo não pertencia a ela. Todos sabiam disso. Como fora deixar-se abater? Perguntava como se o sol, ou o seu chá pudessem dar-lhe a resposta que almejava. Sabia que era algo que só ela mesma poderia resolver. Fechou a janela.
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Quem sabe ela abre de novo a janela, não tenha uma surpresa para dividir com o chá preto e o sol?
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