terça-feira, 16 de junho de 2009
A CARTOMANTE IV
Ela caminhava pela rua, com o sol sobre a sua cabeça, e sem pensar em mais nada. Era dona de sua vida novamente. Se sentia extremamente feliz por ter essa certeza. O dia parecia tão alegre, uma tarde ensolarada, mais quente que o habitual para aqueles dias de frio intenso, parecia que o dia estava celebrando com ela. Era senhora da sua vida. Andava no ritmo da música e parecia que tudo se encaixava numa perfeita sincronia. Ela não tinha mais os ímpetos de alegrias e felicidades da semana anterior. O caso do final de semana serviu para colocar um fim no amor abrupto que lhe assolou três semanas antes. Retomou seus antigos hábitos, começava a se reconhecer dentro daquela estranha que se tornara. Já estava quase curada daquela febre que desconhecia até então. Sempre soube o que queria, como queria e o que faria para conseguir - o que durante aquele período de três semanas não existiu, ela mal sabia o que e quem ela era, o que significava, e muito menos aquele estranho. Nem depois de tudo que ocorreu essa última pergunta ela poderia responder. Mas agora ele se fora. E ela esperava que fosse definitivo. Não fazia questão de responder a interrogação. Só sabia que ele não era o que dizia ser. Jamais conseguiria excluí-lo por completo, mas, ao menos, tinha certeza que não o procuraria. Duvidava que ele retornasse. E se isso ocorresse...ela nem gostava de pensar sobre o assunto, ainda era recente demais o sumiço repentino do estranho. Assim como viera se fora. Ela sabia que se ele a procurasse novamente não seria a mesma sensação. E ela agradecia a Deus por isso. Já se sentia com os pés no chão e mais lucida do que nunca.
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