quinta-feira, 25 de junho de 2009

New York, New York

Frank Sinatra cantava New York, New York. Ela tinha vontade de sair dançando em plena avenida. Segurava a sombrinha floreada, que mais parecia seu parceiro de dança imaginária em um salão oval, girando frenéticamente, ao compasso da música e guiada por seu par. Não, não fazia uma loucura dessas. Mas estava tão alegre que seria capaz de fazê-lo. Suspirava e sorria. Como a própria música dizia, queria acordar na cidade que nunca dormia. Como devia ser Nova York? Imaginava as luzes, as propagandas, as pessoas, os hotéis, parques...imaginava que estava em Nova york, queria fazer parte daquilo. Nem mesmo a chuva lhe impedia de ficar alegre. Ela queria que todos soubessem da sua felicidade. Aquilo merecia uma comemoração. Brindou a vida com um champagne imaginário. Os passos apressados dos que passavam pareciam indiferentes. Na correria do dia-a-dia, mal se podia notar aquela figura com o semblante que divergia dos rostos sérios que passavam. Seguiu o seu caminho pensando no cantor, em que ele estaria inspirado na hora de fazer a música? Será que ele tinha uma musa? Devia ter. A felicidade dela tinha nome e sobrenome. Era amada. Pela primeira vez era amada e correspondia. Se sentia muito clichê de ficar pelos cantos suspirando por um rapaz. Mas era inevitável. Talvez estivesse suspirando por Frank Sinatra e sua Nova York, amava aquela música e a sua cidade imaginária. A dança no salão também lhe fazia bem. Esquecia a chuva e tudo o que poderia dar errado. Agora, esquecia até mesmo que teria que ir trabalhar. Ah! New York...

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