segunda-feira, 15 de junho de 2009

A CARTOMANTE

Ela sempre teve curiosidade de ir em uma cartomante, embora possuísse certo receio e até certo medo, a idéia parecia bem convidativa quando seu amigo lhe propôs, inusitadamente, ir à uma cartomante. Todos os medos de saber seu futuro exposto para uma completa estranha colocado em uma mesa. E se ela estivesse certa? Um pouco de pavor tomou o seu pensamento, mas a curiosidade era maior. Ambos combinaram que ligariam durante o intervalo da aula e iriam logo após o término. Ela não pôde resistir, saiu no começo da aula, bateu na porta da sala de seu amigo e eles saíram correndo atrás da cartomante.
Combinaram que almoçariam primeiro e depois procurariam a senhora que haviam telefonado mais cedo. Entre um pedaço de hamburger e uma batata frita, eis que a senhora telefona que a taróloga não conseguiria chegar em tempo para a consulta. Frustração. Todavia, ela se lembrou que ali perto havia uma loja esotérica, talvez ali soubessem de alguém. Se dirigiram para o referido local e lá estava uma senhora a quem lhes disseram que colocava cartas. A senhora os levou a uma sala ao lado da loja. A mulher lhe dava calafrios, vestida de preto, meio loira, cabelos desengrenhados, uma senhora de seus 45 anos, anel pontiagudo no anular, um olhar insano em sua face, tez branca, uma figura que era imponente e ao mesmo tempo que gerava um certo descrédito, parecia que havia saído de um manicômio qualquer. Ela estava ansiosa demais para desistir ali, queria saber o que aquela figura exótica tinha para lhe contar.

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