quarta-feira, 17 de junho de 2009
Noite, chuva e lágrimas.
Ele passava na rua. Encontrou. Era uma moça. Jovem. Bonita. Morena. Adorava as morenas. Elas gritavam menos. Começou a segui-la. Ela logo notou a sua presença, olhava assustada para aquele estranho que não parava de acompanhar seus passos pela rua escura. Logo ali, onde não havia ninguém por perto para socorrê-la se gritasse. Ninguém escutaria. Ele sabia disso. A única coisa que se ouvia era o barulho da chuva e os passos apressados em meio às poças de água. Gostava de fazer com que as suas vítimas se sentissem como ratos. Era assim que ele se sentia durante o dia. Mas, durante a noite...Ah! Durante a noite...Ele era o predador. Era o gato em meio aos ratos. A noite sempre revela o que o dia esconde. O lado perverso das pessoas aflora. Pelo menos era o que acontecia com ele. Sempre era o bom vizinho, quieto e prestativo. Durante a noite libertava sua verdadeira essência. Por favor, não! Tarde demais. As lágrimas já se misturavam com a chuva.
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