domingo, 21 de junho de 2009
A CARTOMANTE VII
Ela ouvia música e se sentia outra mulher. Novamente. Mas agora já tinha certeza que seria definitivo. Toda aquela conversa de minutos antes servira para lhe afirmar isso. Já estava com raiva dele, embora tivesse sua dúvida dirimida momentos antes. Ela já sabia. Sempre era assim. Seu amigo cantava uma canção que era reproduzida pelo computador agora. Aquela música lhe fazia bem. Pensou em pular nos braços do seu amigo. Afastou a idéia. Não podia torturar uma alma. Já o fizera tanto, com tantos...Era a vez dela. A segunda. Se sentiu feliz e triste. Triste por acabar algo que nem chegou a começar, mas feliz por saber que seria novamente a mesma pessoa de sempre. Sentia falta de seu cachorro. Precisava dele mais do que nunca. Aquele vazio era sempre preenchido com carinhos desajeitados de seu amigo canino, mas este se fora também. Sabia que podia contar com seus amigos. Mas era algo maior. Ela preferia cães. Somente eles a entendiam e não ligavam para qualquer burrada que fizesse. Decidiu dormir. Talvez quando acordasse tivesse a solução. Pensou na cartomante. Charlatanice! Se sentiu estupidamente influenciável. Resolveu ir em outra. Desistiu. Em segundos já dormia. Parecia que nada havia acontecido. Era a mesma do mês anterior. Alivio.
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