terça-feira, 16 de junho de 2009

A noite na qual se perdeu.

Quando entrou no local, estava com medo, receio, tantas pessoas estranhas a rodeavam que ela não sabia nem para que lado olhar. Rapazes com os braços tatuados, alguns não eram apenas os braços, moças com cabelos brancos, vários com brincos em locais inimágináveis. Ela se sentiu um pouco deslocada. Não era como as festas que estava acostumada a freqüentar. Todos pareciam se conhecer e eram tão simpáticos. Pediu uma vodka com refri. Logo a batida louca e repetitiva da música começou a lhe parecer convidativa. A seqüência de luzes coloridas lhe atordoavam e, ao mesmo tempo, lhe estimulavam a ficar ali, na pista, dançando. Via meninas se beijando, rapazes se beijando, achou muito exótico toda aquela cena. Mas o ambiente insano e frenético a cativou. Achou que aquele lugar era o melhor, diferente e o mais vibrante que já estivera. Havia se apaixonado por aquela atmosfera surreal e libertinosa que pairava no ar. Não queria ir embora. A noite pulsava na batida do seu coração. Parecia que aquele local possuía vida própria. Restavam poucas pessoas ainda na pista, então se viu obrigada a sair. Quando a porta negra se abriu, não acreditou no que viu. Era dia claro, entrecerrou os olhos para poder aguentar o choque de claridade. Os raios solares pareciam tão cruéis aos seus olhos que quase a cegaram. A noite havia passado tão depressa que mal podia acreditar.

Um comentário:

  1. tu tem talento hein!
    histórias com a nossa cara e o vocabulário tá fantástico!!!
    parabéns, beijinho ;)

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